
Patrick se emociona ao chegar nos boxes
FRANCISCO LUZ
de Novo Hamburgo
O GP de Motegi viu a história ser escrita na madrugada deste domingo (20). Danica Patrick conquistou a primeira vitória da sua carreira na F-Indy ao lidar muito bem com a estratégia de combustível, assumindo a liderança restando apenas uma volta para o final da prova. Helio Castroneves, que saiu da primeira colocação, chegou em segundo.
A corrida nipônica — adiada do início do sábado para hoje devido às infiltrações no asfalto de Motegi — foi bastante monótona até as voltas finais. A prova teve apenas três líderes durante as 200 voltas, e a vitoriosa Danica esteve na frente apenas nos dois giros finais.
Quem esteve em primeiro no início foi, mesmo, Castroneves. O brasileiro da Penske se aproveitou de uma boa largada e manteve a ponta até a 94ª volta, quando uma batida de Vitor Meira no muro causou a terceira bandeira amarela da prova — antes dele, Marco Andretti, na largada, e Marty Roth, no 49º giro, foram os responsáveis pela entrada do pace-car.
Porém, no reabastecimento perto da metade da corrida, Scott Dixon contou com o bom trabalho da Ganassi para voltar à frente de Helio. Tony Kanaan ocupava a terceira colocação, sendo seguido por Dan Wheldon e Patrick.
Dixon, aliás, fez um ótimo GP e, não fosse a bandeira amarela causada por Roger Yasukawa na volta 142, teria sérias chances de ganhar a segunda prova do ano. Porém, a Andretti Green viu que a interrupção seria duradoura e chamou Danica para os boxes na 150ª passagem, enchendo o tanque até o final e pedindo para a piloto economizar combustível.
Ela não foi a única a tentar esta estratégia. Castroneves e Ed Carpenter buscaram o mesmo resultado, mas gastaram muito etanol logo na relargada e sofreram no final. Hélio ainda conseguiu levar o carro até a bandeirada, mas o piloto da Vision, não.
E o que parecia uma vitória fácil de Dixon mudou de mãos restando apenas quatro giros para o fim. A Ganassi chamou seus dois pilotos para os boxes — assim como todas as equipes que estavam à frente —, deixando Castroneves e Danica, que estavam em sexto e oitavo, nas duas primeiras colocações. A morena pisou fundo e, na 198ª volta, ultrapassou o piloto da Penske, que teve de cuidar para não sofrer uma pane seca.
Aí, foi só contornar as três milhas restantes com cuidado para receber a bandeira quadriculada na frente pela primeira vez na sua carreira na F-Indy. Assim, Patrick tornou-se a primeira mulher a vencer uma prova da categoria na história.
Final:





