Data: 02 de setembro de 2007

A exemplo do ocorrido em 2003 com o rival Fiat Palio, o VW Gol geração IV mudou o desenho da dianteira, da traseira e detalhes de interior – mas manteve seus traços básicos, como se pode ver pela lateral. Visto por esse ângulo, utilizar a expressão “nova geração” pode parecer um pouco demais para o caso. A verdadeira reforma, que poderá incluir nova plataforma, especula-se estar em curso e levará algum tempo para chegar ao mercado (estima-se que em 2007). Até lá é com o GIV que vamos.

O carro trouxe boas novas em vários aspectos, como a redução da anterior extremamente extensa lista de versões. Agora são apenas três: City, Plus e Power. A City, de entrada, terá opções de motores 1,0-litro e 1,6-litro. A Plus, intermediária, terá apenas motor de 1 litro. Para a Power, topo de gama, haverá motores de 1,6 e 1,8 litro. Todos os motores são flexíveis em combustível (podem ser abastecidos com gasolina, álcool ou qualquer mistura de ambos).

Essa geração também decretou o fim da GII (que ainda “sobrevivia” com o Gol Special) e da GIII. De agora em diante, haverá apenas o GIV.

A melhor notícia, no entanto, é que os preços permanecem exatamente os mesmos da GIII, sem qualquer alteração. Começam em torno de R$ 24 mil (City 1 litro) e vão até R$ 34 mil (Power 1,8). Em tempo: novos Saveiro e Parati estão prontos e deverão chegar ao mercado em setembro.

O modelo passou por alterações de desenho na dianteira, em que ganhou as linhas acentuadas do “V” encontradas em outros modelos europeus (o novo Golf, por exemplo). Na traseira as alterações compreendem novas lanternas de formato circular (como as do Polo) e nova tampa do porta-malas, com maior área envidraçada, o que contribui para a visibilidade.

Por dentro há novos porta-copos, volante, revestimento dos bancos e painel de instrumentos – exatamente o mesmo do Fox, modelo do qual herdou, também, revestimento semelhante de plástico nas portas.

Ficou na mesma

As opções de motores são as mesmas. O motor 1,0-litro 8 válvulas abastecido com gasolina desenvolve 65 cavalos de potência; são 68 cv quando abastecido somente com álcool. O torque máximo é de 9,1 kgfm a 4.500 rpm com 100% de gasolina e 9,2 kgfm na mesma faixa de rotação com 100% de álcool.

O motor 1,6-litro gera 97 cv de potência com gasolina e 99 cv com álcool. Seu torque máximo é de bons 14,1 kgfm a 3.000 rpm rodando com gasolina e de 14,4 kgfm também a 3.000 com álcool. Já o propulsor de 1,8 litro oferece 103 e 106 cv com gasolina e álcool, respectivamente. Com torque máximo de 15,5 kgfm a 3.000 rpm (gasolina; com álcool são 16 kgfm na mesma rotação), esse motor perde para o 1,6 pela maior vibração.

Para o motor de 1,0 litro, o consumo médio divulgado pela Volkswagen é de 15,1 km/l com gasolina e de 10,2 km/l com álcool. Já o consumo médio do motor 1,6, de acordo com o fabricante, é de 13,8 km/l somente com gasolina no tanque e de 9,6 km/l com álcool. Para o motor mais potente, as médias declaradas são de 14 km/l para gasolina e 9,3 km/l para álcool.

Em comportamento dinâmico as características são as mesmas – incluindo a peculiar oscilação da carroceria à frente e para trás em frenagens e acelerações. A direção tem bom peso (quando equipada com assistência hidráulica), embora seja, como na geração anterior, levemente deslocada à direita e desalinhada com o banco do motorista.

O espaço para passageiros no banco de trás permanece escasso, assim como a capacidade do porta-malas: 285 litros.

Outra boa característica que permaneceu inalterada: a qualidade da iluminação proporcionada pelos faróis.


Ficou pior
Houve alterações para pior no Gol GIV. Uma delas foi o reposicionamento dos comandos de acionamento do vidro elétrico – agora sem a função um-toque, anteriormente oferecida. No GIII eram bem localizados no centro do painel, acessíveis a motorista e passageiro, sem problemas. Agora estão nas portas – na apresentação do carro foi justificado que a mudança ocorreu por solicitação dos clientes da marca, ouvidos em clínicas de pesquisa.

O novo painel, embora ofereça melhor sensação de espaço e tenha suas vantagens em luminosidade de interior segundo a VW, trouxe prejuízo: as pernas do passageiro (se mais alto) resvalam no porta-luvas, que está mais baixo.

Detalhes de acabamento como as novas saídas de ar de formato circular (tendência iniciada com o Ford Ka, seguida pelo Chevrolet Celta e agora pelo Gol), revestimento de portas (em plástico, inferior ao do GIII) e bancos e o polêmico painel do Fox também jogam contra. Esse último caso (do painel) ainda se justifica por um possível barateamento de construção – afinal, agora dois modelos da linha utilizam o mesmo componente.

Para tristeza dos fumantes, foram embora cinzeiro e acendedor de cigarros, antes presentes na GIII. Agora, nem como opcionais de fábrica.

Fonte: Webmotors

Anúncios
comentários
  1. Hayley disse:

    Good blog post. I certainly love this site. Thanks!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s