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Em 1996, apenas seis pilotos terminaram o GP de Mônaco e a vitória ficou com Olivier Panis, uma enorme zebra, ganhando em um circuito, onde muitos campeões não terminaram. Doze anos depois, apenas sete pilotos terminaram o GP da Austrália. O que há de comum nas duas corridas? Dois circuitos onde errar não é permitido e também a falta do controle de tração.

Hamilton comemora a vitória. Uma coisa é você treinar na pré-temporada, sem ter a pressão da competitividade, outra é a adrenalina da hora de corrida. E aí, quem se disse adaptado ao carro sem controle de tração, perdeu o controle, perdeu o traçado e perdeu a corrida. Sobreviveu quem, além de ser rápido, não cometeu erros e, por que não?, contou com a sorte. Esse fator definiu os primeiros lugares. Sem erros, em primeiro ficou Hamilton, seguido por Heidfeld e, em terceiro, Rosberg. Daí pra baixo todos erraram em algum momento, seja o piloto ou a equipe prejudicando-o.

Alonso, em 4º, foi o piloto que mais usou a grama para forçar seu ritmo, mostrando um controle incrível de seu carro. Kovalainen, além de ser prejudicado pelo safety car, ao limpar sua viseira apertou o botão de limite de velocidade de boxe bem na hora que tinha ultrapassado Alonso. Acabou em 5º. Nakajima, em 6º, teve problemas em seu carro também bateu, mas voltou pra pista e foi beneficiado pela desclassificação de Barrichello.

Bourdais, o melhor Sebastião da corrida, fez uma estréia fantástica e não terminou por causa de uma quebra de motor, mas garantiu dois pontinhos. E para fechar o top 8, Raikkonen, com aquela sorte de campeão, mesmo rodando, tabmém com problemas de motor, largando lá trás, ainda conseguiu um ponto.

Uma corrida maluca, que por causa de tanta maluquice, nos impede de avaliar a ordem das melhores equipes dessa temporada. A única exceção é a McLaren[bb], que teve um final de semana perfeito, e por ter um carro rápido nos treinos e na corrida, entra nessa temporada como a equipe a ser batida, e Hamilton sem a pressão de Alonso, é o piloto a ser batido.

Ferrari: Um fim de semana para esquecer. O pior é que a equipe nem pode jogar a culpa nos pilotos, pois todos erraram. O carro de Raikkonen falhou no treino. Massa e Raikkonen rodaram mais de uma vez e os dois não completaram, com problemas no motor. O pior é que a equipe parece ter um ótimo carro para corrida, mas que não vai tão bem em treinos. Vamos ver na Malásia.

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BMW: Uma única estrela. Mesmo com Heidfeld chegando em 2º? Sim, ela foi a grande enganação do fim de semana, só chegou em segundo graças ao “sobrenatural de Almeida”. Só largou em 2º, pois tinha pouco combustível com Kubica e mesmo assim não conseguiu alcançar o ritmo de Hamilton. A verdadeira posição era de Heidfeld, que largou em 5º, pressionado por outras equipes. Em poucas palavras: tem um carro que não compete de igual pra igual com Ferrari e McLaren e ainda perdeu a vantagem que tinha para as equipes que vinham a seguir. Ao contrário da Ferrari, tem um carro bom para os treinos, mas que sofre com sua dirigibilidade na corrida.

Renault: Foca toda sua atenção para Alonso, o que é um erro, pois não tem chance de ganhar o mundial de pilotos e deveria tentar marcar o maior número de pontos com seus dois pilotos para ir bem no mundial de construtores. Nesse fim de semana, Alonso sofreu com a instabilidade de seu carro, mas mesmo assim chegou em 4º. Já Nelsinho rodou logo no começo do primeiro treino livre, danificou o câmbio de seu carro, perdendo precioso tempo para aprender o traçado da pista. Na prova foi acertado por Davidson na largada e não pode fazer nada. Por sorte, já correu na Malásia na GP2 e poderá mostrar um serviço melhor.

Williams: Não é a terceira melhor equipe da temporada, mas está no pelotão intermediário. Rosberg é rápido e constante e Nakajima mostrou que está no caminho certo. Assim como a McLaren, conseguiu levar seus dois pilotos aos pontos. Um belo começo de ano, no qual comemora seu trigésimo aniversário na F-1.

Red Bull: De bom, apenas Couthard no treino. Na corrida, Webber, que já tinha largado mal, saiu logo. Couthard, de maneira afobada, pois estava com o carro mais pesado, disputou posição com Massa, que iria parar logo e acabou batendo. Um péssimo início para um bom carro que promete disputar de igual pra igual com BMW, Renault Williams, Toyota e Toro Rosso o posto de 3ª equipe da temporada.

Toyota: Parece ter um bom carro, bem diferente do ano passado, e dois pilotos motivados. Trulli largou bem, mas foi mais uma vítima dessa estranha corrida. Glock também errou e ainda atrapalhou um bocado de gente por causa do safety car. É cedo pra dizer, mas esse ano promete dar trabalho.

Toro Rosso: “O mundo é bão Sebastião…”. Correndo com um carro híbrido, modelo do ano passado com inovações do carro novo, que só deve estrear na quinta prova da temporada, a equipe conseguiu um certo destaque. Primeiro um “tião”, o Vettel conseguiu se classificar para a super pole e só não foi melhor, pois o carro teve problemas e ele acabou largando em 10º. O outro “tião”, o Bourdais, foi atrapalhado na classificação, mas mostrou na corrida que não foi tetracampeão da F-Mundial (Champ Car) à toa. Segurou Alonso, Kovalainen e por pouco não chegou em 4º. O motor estourou, mas mesmo assim chegou aos pontos.

Honda: Teria mais estrelas se não cometesse tantos erros extra pista. No ano passado, Barrichello poderia ter ido pódio tanto em Mônaco como na Hungria, mas a equipe errou na estratégia de box e ele terminou a temporada sem pontuar. Ano novo, carro novo e os mesmos problemas. Rubinho foi fantástico na corrida, mas acabou desclassificado por entrar no pit com ele fechado. Já Button teve um final de semana para esquecer, atrás de Rubinho nos treinos e saindo da corrida na primeira volta. Ponto positivo é que o carro já mostrou potencial até pra brigar pela terceira posição entre as equipes, por conta da boa disputa no pelotão intermediário.

S. Aguri: De bom, só o momento em que Sato segurou Massa na pista, o que não durou muito. Treinou pouco na pré-temporada, para não dizer nada. E só o fato de correr com tantos problemas pode ser considerado como uma grande vitória. Davidson brincou de boliche e provocou um strike logo na largada.

Mc Laren: É a equipe a ser batida e parece ter o piloto a ser batido esse ano. Só não fez dobradinha, pois Glock rodou e atrapalhou a vida de Kovalainen. Tem um ótimo carro, tanto para os treinos, quanto para a corrida. Hamilton por diversas vezes fez a melhor volta da prova, que no final ficou com Kovalainen. Os problemas do ano passado ficaram para trás e com certeza vai fazer muita pressão para a equipe de Maranello. Kovalainen foi constante e Hamilton foi perfeito, rápido e sem cometer erros.

Pra contar como história: Em 1975, no GP da Inglaterra, Emerson liderava quando na volta número 55 um enorme temporal se formou no circuito. Emerson viu e foi direto para os boxes. A mesma sorte não teve quem vinha atrás. Quando voltou, Emerson descobriu que era o único piloto que ainda estava na pista. Sem ter o que fazer, os organizadores encerraram a prova e contaram a última volta com os carros na pista. Emerson ganhou e Pace ficou em segundo, naquela que foi a segunda e última dobradinha da dupla brasileira na F-1.

Ricardo Cesar do velocidade.org

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