Óleos lubrificantes automotivos

18 11 2007

Os óleos lubrificantes são substâncias utilizadas para reduzir o atrito lubrificando e aumentando a vida útil das máquinas

Os óleos lubrificantes podem ser de origem animal ou vegetal (óleos graxos), derivados de petróleo (óleos minerais) ou produzidos em laboratório (óleos sintéticos), podendo ainda ser constituído pela mistura de dois ou mais tipos (óleos compostos).

As principais características dos óleos lubrificantes são a viscosidade, o índice de viscosidade (IV) e a densidade.

A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre (escoa); quanto mais viscoso for um lubrificante (mais grosso), mais difícil de escorrer, portanto será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis fazendo a lubrificação das mesmas.

Densidade indica o peso de uma certa quantidade de óleo a uma certa temperatura, é importante para indicar se houve contaminação ou deterioração de um lubrificante.

Para conferir-lhes certas propriedades especiais ou melhorar alguma já existentes, porém em grau insuficiente, especialmente quando o lubrificante é submetido a condições severas de trabalho, são adicionados produtos químicos aos óleos lubrificantes, que são chamados aditivos.

Os principais tipos de aditivos são: anti-oxidantes, anti-corrosivos, anti-ferrugem, anti-espumantes, detergente-dispersante, melhoradores do Índice de Viscosidade, agentes de extrema pressão, etc.

Óleos para motores – Classificações

Para facilitar a escolha do lubrificante correto para veículos automotivos várias são as classificações, sendo as principais SAE e API.

Classificação SAE:

Estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos, classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade, que é indicada por um número. Quanto maior este número, mais viscoso é o lubrificante e são divididos em três categorias:

  • Óleos de Verão: SAE 20, 30, 40, 50, 60
  • Óleos de Inverno: SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W
  • Óleos multiviscosos (inverno e verão): SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50

Obs.: a letra “W” vem do inglês “winter” que significa inverno.

Viscosidade de Óleos

Como viscosidade ou tenacidade de um líquido se entende a resistência que
as moléculas de um líquido fazem contra um deslocamento. Essa resistência
é também chamada atrito interno.

  • Viscosidade cinemática

Relação viscosidade/densidade indicada em mm2/s ( antigamente, centistoke).

  • Viscosidade dinâmica

É a medida da resistência interna que o óleo lubrificante forma contra o fluxo
(por exemplo, fluxo através de tubulações, fluxo na fenda de lubrificação).
A visc.dinâmica é denominada em Centipoise (cP).

Para medir as viscosidades temos diversos aparelhos de medição (viscosímetros).
A indicação é em mm2/s, antigamente se utilizavam graus Engler (°E ) ou
Centistokes (cSt).

Existem outros institutos de classificação além do SAE, o AGMA e ISO VG.

Classificação API:

Desenvolvida pelo Instituto Americano do Petróleo, também dos Estados Unidos, baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes, isto é, no tipo de serviço a que a máquina estará sujeita. São classificados por duas letras, a primeira indica basicamente tipo de combustível do motor e a segunda o tipo de serviço.

Para motores de veículos leves (Ciclo Otto) o “S” de Service Station (Postos de Serviço, Garagem) ou Spark (Faísca / Centelha), e a outra letra define o desempenho.

O óleo SJ é superior ao SH, isto é, o SJ passa em todos os testes que o óleo SH passa, e em outros que o SH não passa.O Óleo SH por sua vez é superior ao SG, assim sucessivamente.

O primeiro nível foi o API SA, obsoleto há muito tempo, consistindo em um óleo mineral puro, sem qualquer aditivação.

No caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CG-4, CF-4, CF, CE, etc. O “C” de Commercial (Linha Comercial, Frotas), ou Compression (Compressão).

A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissão e engrenagens.

Os óleos lubrificantes para motores a gasolina 2 tempos, como os usados em motoserras, abrangem 3 níveis de desempenho: API TA, TB e TC.

O Instituto Americano do Petróleo (API) estabelece estes parâmetros de desempenho, através de uma sequência de testes complexos e específicos, de acordo com metodologias padronizadas pela ASTM (American Society for Testing and Materials).

O API não é o único orgão que homologa e testa lubrificantes, temos também:

  • ACEA: Association of Constructors of European Automobiles;
  • ILSAC: International Lubricant Standardisation & Approval Committee,
  • Montadoras: os fabricantes de veículos e de motores também têm desenvolvido testes e especificações próprias para lubrificantes.

A avaliação de desempenho dos lubrificantes é uma seqüência de testes de campo e em laboratórios de motores. A seqüência de testes determina os padrões de condições que os componentes internos do motor devem apresentar após rodar com o lubrificante em teste.

  • Evolução da classificação Service Station ou Spark:

  1. SA, SB, SC, SD Criadas a partir dos anos 30, atualmente estão obsoletas.
  2. SE Criada em 1972, especificação de serviço típica de motores a gasolina de veículos leves e alguns caminhões modelos 1971 a 1979.
  3. SF Criada em 1980, especificação de serviço típica de motores a gasolina de veículos leves e alguns caminhões modelos 1980 a 1989. Proporciona maior estabilidade a oxidação.
  4. SG Criada em 1989, especificação de serviço típica de motores a gasolina de veículos leves, vans e caminhonetes que solicitem esta especificação. Proporciona maior controle de depósitos no motor e estabilidade a oxidação.
  5. SH Criada em 1992, especificação de serviço típica recomendada para uso em motores a gasolina de veículos leves, vans e caminhonetes que solicitem esta especificação. Supera as especificações anteriores quanto a controle de depósitos, oxidação do óleo, desgaste e corrosão.
  6. SJ Criada em 1996, especificação de serviço típica de motores a gasolina de veículos leves, vans e caminhonetes que solicitem esta especificação. Supera e substitui todas as especificações anteriores.
  • Evolução da classificação Commercial ou Compression:

Importante: As classificações “C” passaram por testes diferentes e necessariamente não substituem / superam uma a outra como as classificações “S”. Então observe que nem todas superam uma a outra e tenha cuidado na aplicação.

Descrição da Categoria

  1. CA, CB Criadas a partir dos anos 40, atualmente estão obsoletas.
  2. CC Criada em 1961, para uso em motores em condições de serviço moderado.
  3. CD Criada em 1955, para uso em motores aspirados ou turbinados em condições de serviço pesado.
  4. CE Criada em 1983, serviço típico de motores diesel turbinados em condições de serviço pesado.
  5. CF Criada em 1994, para uso em motores aspirados ou turbinados que utilizam diesel com alto teor de enxofre.
  6. CF-4 Criado em 1990, serviço típico de veículos diesel ligeiro, e caminhões em serviço extra-pesado. Supera todos os níveis anteriores.
  7. CG-4 Criado em 1994, esta categoria de serviço é adequada para veículos diesel ligeiro em aplicações dentro e fora de estrada. Supera todos os níveis anteriores.
  8. CH-4 Criado em 1994, esta categoria de serviço provê melhor controle de fuligem em motores aspirados ou turbinados que utilizam diesel com alto teor de enxofre, em aplicações dentro e fora de estrada. Supera todos os níveis anteriores.

Fontes de pesquisa: www.br.com.br / www.wikipedia.org / www.lubrificantes.net / www.castrol.com


Ações

Informações

21 respostas

14 05 2008
felipe

sou mecânico e estava precisando muito de uma tabela
com a quantidade de óleo lubrificante usada para cada tipo de veiculo
especifico, mas não consigo encontrar, será que poderiam me ajudar?

agradeço muitissimo por lerem meu e-mail e
me responderem .
obrigado .
se for possivel e encontrada , gostaria que fosse me enviada a
tabela necessaria para o que preciso pelo meu e-mail.

14 05 2008
Norival Oliveira

Felipe, este tipo de tabela é geralmente fornecida por distribuidores e representates de lubrificantes.

Tente junto a seu fornecedor de óleos. Sendo até mesmo crítico eu diria que se ele nbão pode te fornecer está na hora de procurar um melhor.

21 05 2008
Marcelo Westphalem

Olá, gostaria de saber qual óleo vc me recomendam para utilizar em Gol 1,0 16v turbo original. Obrigado!

22 05 2008
Norival

Marcelo Westphalem o interessante como explico acima é você olhar a especificação junto ao manual do proprietário:

Observe SAE e API sempre.

Não tenho escolha por marca.

2 07 2008
francival gomes

tenho uma auto peças ; e estou abrindo uma troca de oleo !!!entao queria saber o que e necessario para ter um bom posto de troca de oleo ?pois ja trabalho ah mto tempo no ramo mas sempre trabalhei com lataria e acessorios!!!! obrigado mto grato ao responderem ao meu E-MAIL……

2 07 2008
Norival Oliveira

Francival Gomes atualmente recomendo que tenha um bom profissional frente ao seu negócio. Digo em relação ao atendimento ao consumidor para que seja feito um bom trabalho e inclusive seja feita uma boa orientação ao proprietário.

É comum a aplicação de produtos incorretos visando lucro e deixa-se de ganhar com o retorno do cliente e serviços adequados.

Lecionei um curso há pouco tempo chamado Técnico em Lubrificação justamente para este tipo de profissionais.

Existem hoje no mercado softwares que indicam quantidade, prazo de troca e acompanham o cliente por meio de um cadastro, o que vai le trazer bons resultados inclusive sendo possível por ele fazer mala direta.

5 07 2008
jose iran dantas de melo

trabalho no ramo, com uma super troca, mas nunca vi um ramo tão desvalorizado, em informações, tecnicas de troca de oleo, brasil e muito atrasado, pois os propios clientes não sabe nem utilizar um manual. ramo carente de informações seguras.

9 07 2008
Felipe

Possuo um gol bola 2002 Special, as marchas estão ruins para engatar, principalmente em dias frios, me falaram que pode ser hora de trocar o óleo da caixa de marcha? será que isso resolveria o problema?

9 07 2008
Norival Oliveira

José Iran: acredito que este seja um dos maiores problemas do brasileiro em si: Ler as orientações.

Felipe: realmente recomenda-se neste casoa troca do óleo, mas não se esqueça de observar o correto para seu veículo a nível de viscosidade e aditivação.
Normalmente os veículos da VW utilizam SAE 80 GL 5, mas observe o manual do proprietário para não haver erros.
Porém é muito importante que seja verificada a embreagem do seu veículo, principalmente se há dificuldade de engrenamento de marcha a ré.

14 07 2008
danilo

to precisando de uma tabela de transformaçao de oleo lubrificante. ex: o mesmo tipo de oleo fabricado por varias empresas com nomes diferentes

15 07 2008
Guto

Gostaria que esclarecesse-me, tenho um audi A4 2.8 V6, 1995 e há pouco tempo o retentor da caixa de transmissão furou… qual o tipo de óleo que devo comprar?

17 08 2008
Valdemir

eu presciso da tabela de viscosidade dos lubrificante

29 08 2008
Eraldo

Bom dia queria saber uma iformação, aqui eu tenho uma empresa tenhos vários caminhões motor OM352-mercedez/D229-MWM/6354-PERKINS/ máquinas pesadas motores 3306CAT/ entre outras temos fornecedores por aqui mais quando procuro em um ele idica óleo ”tal” vou no outro eleindica outro óleo qqueria saber si possivel saber qual óleo devor usat em cada compartimento si possivel ( MOTOR / CAIXA / TRANSMISSÃO / DIFERENCIAL / HIDRAULICO ) Si atendido agradeço muito

2 09 2008
Anonimo

Ola, Sou estudante de mecanica, e estou pesquisando sobre lubrificantes em motores de combustão interna; ciclos : Otto e Diesel de 2 Tempos, se vocês puderem me enviar algum arquivo, agradeceria. Obrigado pela Atenção.

4 09 2008
jessica

boa noite!
Gostaria de receber mais informações de tudo que tenha haver com lubrificantes.
obrigado!

6 09 2008
beto

tenho um carro fox 1.0, com 23.000 rodados uso oleo semi-sintetico SAE 15W- 40, gostaria de saber se posso continuar com o mesmo, devido eu rodar so em perimetro urbano.

14 09 2008
wellington

SOU GERENTE DE UM POSTO DE GASOLINA E GOSTARIA DE APERFEIÇOAR O TROCADOR DE OLEO COM UM CURSO ONDE EU ENCONTRO O CURSO ?? OBRIGADO……..

26 10 2008
CLAUDIO HENRIQUE

TENHO UM FOX 1.0 GOSTARIA DE SABER DE SABER QUAL O OLEO DE MOTOR E APROPRIADO JA QUE E A PRIMEIRA VEZ QUE VOU FAZER A TROCA.

10 12 2008
Paulo Roberto Campolina

Tenho uma loja de auto serviço em um posto de gasolina, procuro curso bom de Vendedor (e trocador) de oleo, que dê toda a base, ensine a vender o correto, mostre de fato como fazer certo. Curso para alinhador e balanceador tambem seria de bom tamanho.

12 12 2008
Norival Oliveira

Paulo Roberto eu já lecionei um curso para gerentes de postos com este ênfase.

Hoje existem muitos recursos que ajudam ao trocador, até mesmo se falando no auxílio da informática.
É muito importante que o técnico em lubrificantes conheça sobre para que os serviços oferecidos pelo posto sejam estendidos e qualificados.

Pela quantidade diversificada de veículos e marcas e a evolução dos lubrificantes e as diversão especificações hoje usadas exige um bom profissional.

Paulo e Wellington:

Quanto a cursos, pelo menos por enquanto, não estou lecionando. Quem sabe um dia?

13 12 2008
Valmir Medeiros

Muito boa a pesquisa continuem assim.

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